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terça-feira, 13 de abril de 2010

Ocaso

Aponta, parte e pronto
Terminado.
Acabado tal qual se finda aqueles filmes de roteiro batido
Dos quais jamais queremos ser protagonistas e sempre o somos.

Um chão nublado sob um céu esburacado
O desgosto em irromper a marcha
A miopia visionária que nos tolhe de ver o nascer do sol

Sempre nos parece, à essas horas, que jamais se verá o raiar após o ocaso.
Mas isso nunca acontece.

Mesmo com tanta terra em frente aos nossos olhos,
Sempre haverá a cegueira da primeira visão,
do descostume com a luz.

E lá vou eu mudando o foco do poema.
Será?

Nascer e morrer... é como se sente ao som dos passos cada vez menos ecoados
no corredor agora vazio.

Sinto janelas cerradas.

Mas sempre se sente isso.

Deixem-me (ou não) curtir o ocaso
Pois é inverno e não sei quando amanhecerá novamente.
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Nota: Não gosto de poemas com explicações. Tire a sua. O primeiro texto desse blog fora exceção. Afinal estava metafórico deveras, mesmo.

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